Tarim da Venezuela

 

Fonte: Wikipedia ( https://pt.wikipedia.org/wiki/Pintassilgo-da-venezuela)
 
O Pintassilgo-da-Venezuela (Carduelis cucullata) é um pequeno pássaro da família Fringillidae, originário da América do Sul tropical, do norte da Colômbia, da Venezuela, onde é conhecido como "cardenalito". Recentemente foi descoberta uma população na Guiana. Também muito conhecido no Brasil como Tarim.
 
Descrição
O pintassilgo da Venezuela tem um comprimento de cerca de 10 cm. O macho apresenta o peito, a barriga, o dorso e o uropígio de um vermelho vivo. As asas são pretas com uma banda vermelha, a cauda é vermelha com as extremidades das penas também pretas. A cabeça e o pescoço são pretos, o ventre e as pernas são brancos. A fêmea não tem o capuz preto do macho, e o vermelho, menos vivo, apenas aparece no peito, barra alar e uropígio.[1] A cor predominante é o cinzento acastanhado com as asas e a cauda mais escuras, quase pretas.[2] Os juvenis são todos cinzentos e mudam a plumagem aos 3-4 meses. À medida que vão crescendo as cores vão ficando mais vivas.[1]
 
 
Fêmeas de pintassilgo-da-venezuela
Distribuição
O pintassilgo da Venezuela que era comum no início do século XX, tornou-se raro e está presente apenas em bolsas isoladas. Antes aparecia em 15 estados do norte da Venezuela, mas os avistamentos mais recentes restringem-se apenas a sete estados (Falcón, Lara, Trujillo, Miranda, Aragua, Anzoátegui e Sucre). Em Trinidad, onde sempre foi raro, desapareceu. A população de Porto Rico, originada por pássaros que fugiram de gaiolas, tem decrescido. Uma pequena comunidade mantém-se no Norte de Santander (Cúcuta), na Colômbia. Em 2000 foi descoberta um nova população no sudoeste da Guiana (Rupununi), talvez de várias centenas ou poucos milhares, a 950 km da localidade venezuelana mais próxima.[2]
 
Taxonomia
Foi descoberto por Swainson, em 1820, em Cumaná na Venezuela. Recentemente foi proposto incluir esta espécie nos géneros Spinus ou Sporagra, mas isso implicaria a revisão de todas as espécies e seus parentescos, o que ainda não foi feito. Sem subspecies.[3]
 
Habitat
Ave semi-nómada, encontra-se entre os 100 e os 1500 m, em florestas húmidas de árvores de folha persistente, bosques de árvores de folha caduca, orlas de bosques, clareiras, pastos, moitas de arbustos.[2]
 
Alimentação
Alimenta-se de frutos (figos), de gomos de flores, de sementes de plantas herbáceas.[2] Também consome insectos pequenos, grãos de cajueiro-bravo (Curatella americana), sementes de dente-de-leão (Taraxacum officinale), botões florais de uma asterácea (wedelia) e frutos de phoradendron.
 
Nidificação
O período de reprodução dura de Abril a Junho, com um segundo período de Novembro a Dezembro. A fêmea constrói o ninho em forma de taça com palhinhas, raizes secas, fibras de coco, pêlos animais, em maciços de Tillandsia em árvores altas. Na Guiana o ninho é construído na folhagem densa no topo de árvores como o cajueiro-bravo (Curatella americana).[2] A postura consiste de 3-4 ovos esbranquiçados. As pequenas crias nascem ao fim de 12-14 dias, são alimentadas pela fêmea e ficam totalmente emplumados aos 12 dias.[1]
 
 
Crias de pintassilgo-da-venezuela
Filogenia
Foi obtida por Antonio Arnaiz-Villena et al.[4][5]
 
Ameaças
Em 1920 um criador alemão descobriu que o pintassilgo da Venezuela se cruzava com canárias dando origem a canários com factor vermelho. Dez anos depois outro criador alemão comprovou que os híbridos eram férteis. Isto originou uma grande procura destas aves o que aumentou a sua captura.[6] Desde 1940 que a sua captura é ilegal mas o pintassilgo da Venezuela é cada vez mais raro. Considerado pela IUCN (2012) como espécie Em Perigo, para além da captura ilegal também a redução do habitat natural para agricultura, constitui uma ameaça.[2]
 
Acções de conservação
Programas de criação em cativeiro para posterior reintrodução na natureza, poderão ser uma solução para inverter a actual tendência. Nos Estados Unidos da América existe já um projecto de criação em cativeiro dirigido pela National Finch and Softbill Society (NFSS), que mantém uma base de dados on-line dos pássaros criados por criadores independentes e anualmente promove um censo on-line das aves existente em cativeiro.[2]
 
Referências
ARKIVE Red-siskin. Consultado em 16 de Dezembro de 2013.
BirdLife International 2012. red-siskin carduelis cucullata. 2012 IUCN Red List of Threatened Species Consultada em 31 de Outubro de 2012.
The Internet Bird Collection Red-Siskin. Consultado em 31 de Outubro de 2012.
Arnaiz-Villena, Antonio; Alvarez-Tejado M., Ruiz-del-Valle V., García-de-la-Torre C., Varela P, Recio M. J., Ferre S., Martinez-Laso J. (1998). «Phylogeny and rapid Northern and Southern Hemisphere speciation of goldfinches during the Miocene and Pliocene Epochs» (PDF). Cell.Mol.Life.Sci. [S.l.: s.n.] 54(9): 1031–41.
Arnaiz-Villena, A; Areces C, Rey D, Enríquez-de-Salamanca M, Alonso-Rubio J and Ruiz-del-Valle V (2012). «Three Different North American Siskin/Goldfinch Evolutionary Radiations (Genus Carduelis): Pine Siskin Green Morphs and European Siskins in America» (PDF). The Open Ornithology Journal [S.l.: s.n.] 5: 73–81. doi:10.2174/1874453201205010073.
Infomascota cardenalito-de-venezuela
Avibase Red Siskin
Arnaiz-Villena A, Gomez-Prieto P, Ruiz-del-Valle V (2009) Phylogeography of finches and sparrows (free pdf). In: Animal Genetics. Nova Science. ISBN 978-1-60741-844-3.
Canarilformosura Tarim
Petbrasil pintassilgo-da-venezuela
Ligações Externas
Fotos Oiseaux.net Chardonneret rouge

O Pintassilgo-da-Venezuela (Carduelis cucullata) é um pequeno pássaro da família Fringillidae, originário da América do Sul tropical, do norte da Colômbia, da Venezuela, onde é conhecido como "cardenalito". Recentemente foi descoberta uma população na Guiana. Também muito conhecido no Brasil como Tarim.

Descrição

O pintassilgo da Venezuela tem um comprimento de cerca de 10 cm. O macho apresenta o peito, a barriga, o dorso e o uropígio de um vermelho vivo. As asas são pretas com uma banda vermelha, a cauda é vermelha com as extremidades das penas também pretas. A cabeça e o pescoço são pretos, o ventre e as pernas são brancos. A fêmea não tem o capuz preto do macho, e o vermelho, menos vivo, apenas aparece no peito, barra alar e uropígio.[1] A cor predominante é o cinzento acastanhado com as asas e a cauda mais escuras, quase pretas.[2] Os juvenis são todos cinzentos e mudam a plumagem aos 3-4 meses. À medida que vão crescendo as cores vão ficando mais vivas.[1]

Fêmeas de pintassilgo-da-venezuela

Distribuição

O pintassilgo da Venezuela que era comum no início do século XX, tornou-se raro e está presente apenas em bolsas isoladas. Antes aparecia em 15 estados do norte da Venezuela, mas os avistamentos mais recentes restringem-se apenas a sete estados (Falcón, Lara, Trujillo, Miranda, Aragua, Anzoátegui e Sucre). Em Trinidad, onde sempre foi raro, desapareceu. A população de Porto Rico, originada por pássaros que fugiram de gaiolas, tem decrescido. Uma pequena comunidade mantém-se no Norte de Santander (Cúcuta), na Colômbia. Em 2000 foi descoberta um nova população no sudoeste da Guiana (Rupununi), talvez de várias centenas ou poucos milhares, a 950 km da localidade venezuelana mais próxima.[2]

Taxonomia

Foi descoberto por Swainson, em 1820, em Cumaná na Venezuela. Recentemente foi proposto incluir esta espécie nos géneros Spinus ou Sporagra, mas isso implicaria a revisão de todas as espécies e seus parentescos, o que ainda não foi feito. Sem subspecies.[3]

Habitat

Ave semi-nómada, encontra-se entre os 100 e os 1500 m, em florestas húmidas de árvores de folha persistente, bosques de árvores de folha caduca, orlas de bosques, clareiras, pastos, moitas de arbustos.[2]

Alimentação

Alimenta-se de frutos (figos), de gomos de flores, de sementes de plantas herbáceas.[2] Também consome insectos pequenos, grãos de cajueiro-bravo (Curatella americana), sementes de dente-de-leão (Taraxacum officinale), botões florais de uma asterácea (wedelia) e frutos de phoradendron.

Nidificação

O período de reprodução dura de Abril a Junho, com um segundo período de Novembro a Dezembro. A fêmea constrói o ninho em forma de taça com palhinhas, raizes secas, fibras de coco, pêlos animais, em maciços de Tillandsia em árvores altas. Na Guiana o ninho é construído na folhagem densa no topo de árvores como o cajueiro-bravo (Curatella americana).[2] A postura consiste de 3-4 ovos esbranquiçados. As pequenas crias nascem ao fim de 12-14 dias, são alimentadas pela fêmea e ficam totalmente emplumados aos 12 dias.[1]

Filhotes de pintassilgo-da-venezuela

Filogenia

Foi obtida por Antonio Arnaiz-Villena et al.[4][5]

Ameaças

Em 1920 um criador alemão descobriu que o pintassilgo da Venezuela se cruzava com canárias dando origem a canários com factor vermelho. Dez anos depois outro criador alemão comprovou que os híbridos eram férteis. Isto originou uma grande procura destas aves o que aumentou a sua captura.[6] Desde 1940 que a sua captura é ilegal mas o pintassilgo da Venezuela é cada vez mais raro. Considerado pela IUCN (2012) como espécie Em Perigo, para além da captura ilegal também a redução do habitat natural para agricultura, constitui uma ameaça.[2]

Acções de conservação

Programas de criação em cativeiro para posterior reintrodução na natureza, poderão ser uma solução para inverter a actual tendência. Nos Estados Unidos da América existe já um projecto de criação em cativeiro dirigido pela National Finch and Softbill Society (NFSS), que mantém uma base de dados on-line dos pássaros criados por criadores independentes e anualmente promove um censo on-line das aves existente em cativeiro.[2]

Referências:

ARKIVE Red-siskin. Consultado em 16 de Dezembro de 2013.

BirdLife International 2012. red-siskin carduelis cucullata. 2012 IUCN Red List of Threatened Species Consultada em 31 de Outubro de 2012.

The Internet Bird Collection Red-Siskin. Consultado em 31 de Outubro de 2012.

Arnaiz-Villena, Antonio; Alvarez-Tejado M., Ruiz-del-Valle V., García-de-la-Torre C., Varela P, Recio M. J., Ferre S., Martinez-Laso J. (1998). «Phylogeny and rapid Northern and Southern Hemisphere speciation of goldfinches during the Miocene and Pliocene Epochs» (PDF). Cell.Mol.Life.Sci. [S.l.: s.n.] 54(9): 1031–41.

Arnaiz-Villena, A; Areces C, Rey D, Enríquez-de-Salamanca M, Alonso-Rubio J and Ruiz-del-Valle V (2012). «Three Different North American Siskin/Goldfinch Evolutionary Radiations (Genus Carduelis): Pine Siskin Green Morphs and European Siskins in America» (PDF). The Open Ornithology Journal [S.l.: s.n.] 5: 73–81. doi:10.2174/1874453201205010073.

Infomascota cardenalito-de-venezuela

Avibase Red Siskin

Arnaiz-Villena A, Gomez-Prieto P, Ruiz-del-Valle V (2009) Phylogeography of finches and sparrows (free pdf). In: Animal Genetics. Nova Science. ISBN 978-1-60741-844-3.

Canarilformosura Tarim

Petbrasil pintassilgo-da-venezuela

Ligações Externas

Fotos Oiseaux.net Chardonneret rouge

 

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