Diamante Mandarim

 

Os Diamantes Mandarins (Poephila guttata castanotis) são originários da Austrália e do arquipélago da Sonda mais conhecido como Ilhas Timor (Indonésia); preferem viver em zonas de bosque ou em grandes planícies com muita relva, embora eles possam se adaptar aos terrenos áridos com alguma árvore ou matagal onde podem se refugiar. Podem ver aqui uma serie de fotos do hábitat natural do Diamante Mandarim.
O mandarim é uma ave sedentária que vive em grupos muito numerosos fazendo ninhos normalmente em colônias. Não obstante, também é uma ave que se adapta bem ao ambientes mais seco, tipo semidesérticos, pela grande resistência sem beber que tem estes animais. Em liberdade construem um ninho voluminoso principalmente com ervas e com forma de garrafa, com entrada em forma de túnel. Dai provem em parte o costume que tem de utilizar diferentes materiais, como o pelo de coco, para tecer e dar resistência ao ninho. É um pássaro pequeno e forte, rápido nos movimentos e de caráter alegre. 


 

 Fotos das Mutações dos Mandarins : (Fonte: Casa Del Diamant)

 

Fonte: Casa Del Diamant

 

Mutações básicas
Normal.jpg (4348 bytes)
Castanho.jpg (4462 bytes)
Cinzento Normal (Dominante) Castanho (Recessivo lig. ao sexo)
Lightback.jpg (4350 bytes)
CFW.jpg (4410 bytes)
Lightback-"Pastel" (Recessivo lig. ao sexo) CFW (Recessivo lig. ao sexo)
malhado.jpg (4517 bytes)
branco.jpg (3842 bytes)
Malhado (Recessivo) Branco (Recessivo)
Bocpreta.jpg (4342 bytes)
facenegra.jpg (4227 bytes)
Bochecha Preta (Recessivo) Face Preta (Dominante)
 
Peitopreto.jpg (4343 bytes)
  Peito Preto (Recessivo)

Combinações

 
CFW Bochecha Preta Castanho Bochecha Preta
CFW Face Preta Castanho Face Preta
CFW Bochecha Preta Face Preta Castanho Bochecha preta Face Preta
Bochecha Preta Face Preta Castanho Peito Laranja
Peito Preto Boc. Preta Face Preta Castanho Peito Laranja Face Preta

Sobre Mutações:

 

O conhecimento da genética individual de cada mutação essencial papa planermos os cruzamentos mais correctos e até mesmo escolher os novos reprodutores. È preciso conhecer não só a genética em si mas o aspecto de cada uma das diversas mutações.

Existem também diversas linhas já establecidas como a Inglesa, Belga, Alemã, Americana e australiana, que são aves de características físicas comuns (porte, tamanho, forma)e são consideradas geralmente como o standard de exposição dos diversos países. Novamente, nada têm a ver com muitas das aves que encontramos pelas lojas vulgarmente, mas todos os mecanismos genéticos e mutações referidas existem em todas elas. Para o iniciante certamente que algumas destas mutações não serão prontamente acessíveis senão junto de criadores ou, pontualmente, em algumas lojas. Realço ainda que determinadas mutações são ainda bastante raras, chegando exemplares como o "Eumo" a atingir preços na ordem das centenas de contos. O trabalho genético destas aves pode ser extremamente intressante mas é necessário dispôr de efectivos grandes que permitam cruzamentos de linhas distintas para combinar factores. Assumo que o mínimo para se poder fazer alguma coisa com UMA mutação específica serão 3 casais mutados (ou portadores), sempre apoiados por uma boa linha base de aves normais com boa qualidade.

Algumas combinações são mais fáceis de conseguir que outras. A combinação castanho Bochecha preta ou CFW bochecha preta produz geralmente flancos castanhos e não pretos como seria de esperar dos normais bochecha preta. Outras mutações causam melhor ou pior efeito em bases diferentes, por exemplo o peito laranja é muito mais vistoso numa ave castanha que numa normal, o mesmo sucedendo com combinações mais avançadas como o "Phaeo" (abreviatura de Phaeomelânico). É sobretudo importante conhecer o efeito que cada mutação causa na ave mais do que o aspecto final pois só assiim se podem identificar algumas mutações e descobrir o que está "por baixo".

O efeito das diversas combinações e a sua transmissão pode ser calculado através de leis da genética ou então pelo uso de um calculador genético para mandarins, que lhe permite escolher as características dos pais e visualizar o resultado genético nas crias.

Não é fácil começar a cruzar aves de ascendência desconhecida e esperar bons resultados, mas a lista que se segue poderá ajudar a identificar algumas mutações e combinações mais comuns e servir como ponto de partida para aqueles que pretendem uma boa espécie para aprender selecção. Sò mais uma coisa a exposição de mandarins, embora não o pareça, poucas vezes se baseia em indivíduos mutados puros mesmo em linhas como os cinzentos ou diluidos existe um grande trabalho por detrás das aves de "topo" que envolveu cruzamentos vários até se conseguir o tom certo ou a postura exacta... Não bastando o julgamento de mandarins é mais complexo do que pode parecer, uma vez que a grande possibilidade de combinações exige do juiz uma grande capacidade de compreensão fenotipica da ave.

Ligadas ao sexo

Branco de flancos castanhos - CFW (Chestnut Flanked White)

Diluidos - Lightback

Castanho - Fawn

Recessivas autossómicas

Pinguim

Isabel (Tipo Europeu)

Prateado

Bochecha preta

Branco

Malhado

Peito Preto

Peito Laranja

Bico Amarelo

Co-Dominantes

Isabel (segundo alguns autores)

Dominantes

Cinzento normal (selvagem)

Face Cinzenta

Face Preta

Poupa

Combinações

Corpo Preto

Phaeo

Face Castanha

Mutações raras

Eumo (só na Europa)

George (só na Austrália)

Grisalho - "Grizzle" (só na Austrália)

Frisado - "Frizzle" (só conhecido na Europa)

Notas

A mutação branca é epistática sobre todas as outras. Aves de genótipo branco são sempre brancas independentemente de outras combinações.

O face-castanha é uma combinação de face-cinzenta numa ave de linha castanha.

Os "vermelhos" são geralmente castanhos Peito-laranja + Peito-Preto + Face-preta.

O "Phaeo" é uma ave de linha Isabel Peito-laranja + Peito-Preto + Face-preta. O Phaeo extremo apenas Se atinge em linhas Isabel castanhas.

Os "pretos" são uma forma extrema da Face-preta. Uma verdadeira mutação "Corpo Preto" apenas ocorre na Austrália, embora não seja ainda reconhecida como distinta do Face Preta.

 FONTE: http://avilandia.planetaclix.pt/Portugues/GeneticaMandarins.htm

 

 

 

SUBESPÉCIES E DISTRIBUIÇÃO


Podemos diferenciar duas subespécies, que mais a frente veremos como se diferenciam; a subespécie P. guttata guttata se encontra nas Ilhas Menores da Sonda (Timor e outras), localizas na Indonésia; estes são menores e mais ou menos exatamente iguais em quanto a desenhos respeito a outra subespécie, P. guttata castanotis (o mandarim mais habitual), que se encontra em toda Austrália exceto nas zonas chuvosas da costa (Nova Gales do Sul e Vitoria).


O diamante mandarim, cujo nome original seria "pinzão zebra", obtém seu nome do desenho em forma de zebra que tem os machos desde o pico até a barra central, assim como o desenho do rabo. Temos adaptado esse nome diamante em vez de pinzão, devido as marcas bucais que tem os filhotes até que se separam dos pais, que brilham nas escuridão, dando esse efeito parecido a de um diamante.
Na Austrália são chamados freqüentemente "Mandarijntjes" devido as bochechas redondas e castanhas que também tem os machos.

 

Este texto foi extraido do site www.diamantemandarim.com.br  onde este extraiu de Vicente Ibañez - www.diamantemandarin.org

Traduzido por Gonçalo Costa Pírez

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