Diam. Bicolor

 

Diamante Papagaio
 
( Erythrura Psittacea )
 
 
 
Este artigo é da minha inteira responsabilidade e baseia-se na minha experiência como criador na experiência de outros criadores e na consulta de alguns artigos sobre o tema, tendo como objectivo final ajudar os criadores desta espécie a compreenderem e aumentarem os seus conhecimentos nesta área.
 
 
 
 
 
Distribuição - Austrália, Ilhas Carolina, Ilhas Molucas e regiões da nova Guiné.
 
 
Dimensões - Aproximadamente 12 a 13 cm.
 
 
Distinção entre os sexos - As fêmeas possuem uma coloração mais pálida na mascara assim como no corpo embora esta última não tão evidente, não tem penas vermelhas sob a cauda e a máscara é mais pequena que a do macho, normalmente a máscara do macho ultrapassa o olho para trás da cabeça.
 
 
 
 
Características - De uma forma geral são aves pacíficas não causando problemas num aviário com outras espécies. Ave bastante robusta e enérgica voa por todo o viveiro com grande rapidez.
 
 
Alojamento - Ave que se adapta relativamente bem a qualquer viveiro, seja ao ar livre assim como em gaiola de criação, tem-se que ter consciência que se for num viveiro ao ar livre tem que ter algumas plantas porque se trata de uma ave ligeiramente tímida sendo o abrigo nocturno obrigatório para descansar de preferência com uma temperatura amena já que à noite a temperatura baixa. Em gaiola de criação tem que se ter a sensibilidade para o facto desta aves engordarem com alguma facilidade causando problemas para a postura e fertilidade, deve-se vigiar frequentemente a condição física do casal ou então mais tarde manifesta-se na infertilidade dos ovos ou na baixa taxa da natalidade.
 
 
Temperatura - Trata-se de uma ave em que no seu Habitat natural esta habituada a calor sendo por isso sensíveis a temperaturas negativas. De uma forma geral é conveniente colocar estas aves em locais com sol onde possam desfrutar do calor e dos banhos os quais adoram, segundo a vária bibliografia que consultei é de consenso geral em que no Inverno estas aves tenham aquecimento. È de referir que hoje em dia este tipo de aves já se habituara ao nosso clima, pois já foram reproduzidas várias gerações sendo hoje em dia perfeitamente aceitável considerar que se adaptaram perfeitamente ao nosso clima embora deva-se ter a sensibilidade de vigiar. Pela minha experiência eu tenho estas aves em gaiolas de criação nas quais de Inverno não coloco qualquer tipo de aquecimento chegando ás vezes no aviário aos 10 Graus.
 
 
Alimentação - Ave granívora. Deve-se proporcionar uma mistura de sementes de aves tropicais de pequeno porte assim como porções de milho italiano (Mistura de Goulds) e alimentos verdes, na época de gestação estas aves devem ter ao dispor proteína animal sob a forma de papa insectívora ou pequenos vermes que se compram hoje em dia em lojas tais como bicho da farinha, vermes de búfalo e não esquecer da papa de ovo assim como da Grite ou arenito para satisfazer as necessidades digestivas.
 
 
Criação - Aves que se reproduzem em colónia assim como aos casais de preferência em local com temperatura constante com tendência para o calor, embora resistentes as crias são muito sensíveis ao frio podendo morrer, é evidente que para ter mais sucesso na criação pode-se recorrer as "amas" de forma a preservar a descendência. O ninho pode ser do tipo apresentado na página de acessórios.
 
Não havendo por parte destes uma escolha selectiva, isto segundo a minha experiência embora esta opção seja a mais adoptada por esta aves. Nos materiais de nidificação pode incluir-se o pêlo de cabra, ervas e as fibras de côco colocado em finas camadas e as vezes envolvendo a caixa toda de forma circular dificultando a observação aquando da abertura do ninho. A fêmea normalmente coloca de 3 a 5 ovos seguidos, de onde as crias nascem ao fim de 13 ou 14 dias de incubação. As crias alimentam-se da dieta descrita anteriormente e é de salientar a necessidade por parte destas da proteína animal devendo assim reforçar as doses. As crias tornam-se independentes do casal (quer biológico assim como das "amas") ao fim de 6 a 7 semanas, tendo para isso na altura de separar vigiar se estas se alimentam.
 
 
Mutações - Conhecem-se várias mutações cromáticas entre as quais:É de salientar que existem outras mutações tais como o amarelo, oazul, o malhado e o verde marinho, e que na maioria das mutações a cor do bico pode-se alterar.
Quanto a tabelas de cruzamentos ainda estou em pesquisa.
 

 

 
Mutação verde-mar/Seagreen : 
 
Normal x verde-mar :
50% machos portad. de verde mar
50% fêmeas normais 
 
Verde-mar x normal : 
50% machos portd. de verde-mar
50% fêmeas verde-mar
 
Portador de verde-mar x verde-mar :
25% machos verde-mar
25% fêmeas verde-mar
25% machos portad. de verde-mar
25% fêmeas normais
 
Portador de verde-mar x Fêmea normal : 
25% machos portad. de verde-mar
25% machos normais
25% fêmeas verde-mar
25% fêmeas normais
 
Verde-mar x Verde-mar :
50% machos verde-mar
50% fêmeas verde-mar 
 
 
Mutação Panaché :
 
Panaché x Normal :
Ou Panaché ou Normal
 
Panaché x Panaché :
Ou Panaché ou Normal

 

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